Empreendedorismo e Internacionalização - 2.º Painel - Conferência " Investir e Crescer"

Empreendedorismo e Internacionalização

Há que empreender e inovar globalmenteo mercado não se esgota para os inovadores! 

Há temas cujo conteúdo e importância se esbatem à medida que vão sendo abordados e repetidos por múltiplas entidades e em todos os fóruns, contribuindo para a crescente surdez das audiências para esses mesmos temas. É o caso do empreendedorismo e internacionalização. E contudo, algo paradoxalmente, não podemos deixar de falar deles; pelo contrário!   

O ambiente actual dos negócios, mercê do impacto crescente da 4ª revolução industrial, impõe abordagens novas, em muitos casos, totalmente disruptivas, que convocam atitudes empreendedoras impacientes por encontrar inovações que simplifiquem processos, modelos de negócios e sectores completos. 

Quando falamos de empreendedorismo, quase inevitavelmente pensamos em empreendedorismo tecnológico associado às TIC, diminuindo o fundamental papel do empreendedorismo intra-empresa e o empreendedorismo noutros sectores de actividade, como o turismo, a saúde, a agricultura, a indústria – tradicional e novas -, etc. 

Também tendemos a pensar que os empreendedores arriscam tudo, largando os seus trabalhos, num mergulho em águas desconhecidas. Contudo, a realidade não confirma este cenário. De facto, muitos empreendedores de sucesso são muito resistentes ao risco. Os fundadores da Google, demoraram anos a dedicar-se exclusivamente ao projecto, mesmo depois de já terem sucesso. 

As histórias inspiradoras do criador da Zara, ou da Microsoft de Bill Gates, ou da Apple de Steve Jobs, ou, ou, ou, são excelentes, mas será que eles estavam sozinhos? Ou tiveram a inteligência de identificar e inspirar muitos pequenos, mas determinantes empreendedores, muitos deles colaboradores da primeira hora das suas empresas?  

Será que estamos a empoderar os nossos colaboradores e equipas para a inovação e empreendedorismo? 

Novos negócios têm que, inevitavelmente, considerar a dimensão internacional nos seus modelos de negócio. Os mercados são globais. Ou estamos neles, ou eles abalroam-nos…a concorrência internacional acontece nos mercados externos e no mercado interno. 

Há, pois, que empreender e inovar globalmente. 

Quando pensamos que os mercados podem estar saturados, pensemos por exemplo que, contrariamente à ideia feita, apenas metade da população mundial tem um telemóvel! 

Por outro lado, quando achamos que os mercados estão saturados de produtos e serviços e que as nossas ideias dificilmente terão acolhimento, pensemos que nós próprios não paramos de consumir todos os dias e apenas procuramos coisas, produtos e serviços novos, que nos tragam novas funcionalidades e novas formas de os fruir.  

Procuramos diariamente novas receitas nos restaurantes, vestuário com novos cortes da moda, novas histórias ou histórias contadas de forma diferente em filmes, teatros, livros. Procuramos pessoas com novas ideias, novas histórias, novas experiências. Procuramos actualizações dos nossos sistemas operativos, das nossas aplicações, enfim, estamos sempre disponíveis para consumir, desde que os produtos e serviços nos tragam uma experiência nova, o mercado não se esgota para os inovadores. 

Na  conferência  Investir e Crescer, a decorrer no dia  27 de Março  na  Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, estes temas e outros,  serã o aprofundados no 2 º painel,  com a presença de excelentes profissionais e especialistas nestas matérias.  

Participe na conferência e aproveite a oportunidade para partilhar as suas ideias, aceder a conteúdos e ferramentas úteis, identificar oportunidades de negócio e ser solidário.  

Contamos consigo!  

António Queirós

António Queirós

CEO – EIROSTEC – Business Consulting

You must be logged in to post a comment.